Gerenciamento de riscos durante a expansão | T05:E07 Expansão

Toda expansão traz consigo o entusiasmo do crescimento, mas também o peso das responsabilidades que se multiplicam. Quando assumi desafios que envolviam crescimento acelerado, percebi que o sucesso não estava apenas em avançar, mas sim em saber como proteger o caminho enquanto se avança. Gestão de riscos não é um freio, é uma blindagem para a performance.

Minha vivência como gestor de equipes e de marketing me mostrou que não há expansão real se não houver solidez por trás das decisões. Essa solidez nasce de análises bem feitas, de planejamento financeiro coerente, de escuta ativa da equipe e de inteligência estratégica. Vem também da prática. Liderar processos de crescimento me ensinou que o risco nunca é eliminado, mas pode ser controlado… e, em alguns casos, até transformado em oportunidade.

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Durante a minha formação em Administração, aprendi que o risco faz parte do processo decisório, principalmente quando ele é embasado em dados, cenários e indicadores. As disciplinas de administração financeira, inteligência competitiva, administração estratégica e economia internacional foram fundamentais para que eu desenvolvesse uma mentalidade preparada para lidar com o imprevisível. Com o tempo, essas bases se somaram a experiências práticas e a estudos mais avançados, como os que tive nas pós-graduações em gestão estratégica de negócios e comércio exterior, e no MBA em liderança de alta performance.

Ao longo da série, já falei em episódios como o T02:E13 sobre gerenciamento de riscos e antecipação de desafios. Agora, neste episódio da temporada de Expansão, aprofundamos a visão para um contexto onde os riscos se tornam ainda mais evidentes e complexos. É nesse momento que o líder precisa estar preparado… emocionalmente, tecnicamente e estrategicamente.

Riscos estratégicos exigem visão ampla e foco no propósito

Expandir um negócio exige decisões alinhadas a um propósito muito claro. Não se trata apenas de aumentar o faturamento ou ganhar mercado, mas sim de manter coerência com os valores da empresa, com a sua identidade, com o que ela promete ao cliente. Os riscos estratégicos aparecem quando se perde essa conexão, quando o crescimento atropela o planejamento e desorganiza a estrutura.

Já vi empresas falharem em expansão por tentarem abraçar mais do que podiam, ou por se deixarem levar por uma oportunidade aparentemente irresistível, mas desalinhada com sua essência. Para evitar esse tipo de risco, aplico o que desenvolvi como base ao longo da minha trajetória: planejamento estratégico consistente, análise de mercado e alinhamento entre visão, missão e ações operacionais. Em outras palavras, visão sem execução é apenas sonho, e execução sem visão é desperdício de energia.

Na prática, essa abordagem precisa ser combinada com conhecimento de economia, análise de investimentos e controladoria. Com esses elementos, consigo modelar cenários de risco com mais clareza, reduzir a intuição cega e aumentar a previsibilidade das decisões. Quando o líder trabalha dessa forma, ele prepara o negócio para resistir ao inesperado sem perder a capacidade de performar.

As pessoas são chave para reagir ao imprevisto

Por mais ferramentas e dados que se tenha, o fator humano continua sendo o ponto central de toda gestão de riscos. Pessoas engajadas, preparadas e com autonomia sabem reagir com agilidade em momentos críticos. E isso não se constrói do dia para a noite. Envolve liderança diária, formação contínua, cultura de confiança e clareza nos papéis.

Vivi situações onde a resposta rápida fez toda a diferença, como brigadista e “cipeiro presidente”, como se diz. Quando treinamos, planejamos e conversamos com clareza, o susto não paralisa. A equipe responde com foco. Esse tipo de preparo é vital também no ambiente corporativo. A gestão emocional da liderança influencia diretamente a capacidade de resposta do time.

No MBA em liderança de alta performance, aprofundei temas como comportamento organizacional, gestão emocional, comunicação corporativa e desenvolvimento de equipes. Esses conteúdos ampliaram minha capacidade de escuta, de mobilização e de preparação dos times. Em um contexto de expansão, o líder precisa estar um passo à frente, mas também precisa manter a equipe ao lado, entendendo os porquês, os riscos e os objetivos do movimento.

O episódio T02:E16 da segunda temporada tratou sobre gestão de mudanças e estratégias por trás das transições. E é exatamente isso: toda expansão é uma mudança, e toda mudança carrega risco. O que determina a performance é a maneira como a liderança conduz essa transição, com firmeza e empatia.

Gerenciamento de riscos durante a expansão
Gerenciamento de riscos durante a expansão

Aspectos operacionais e financeiros não podem ser negligenciados

Gestão de riscos durante a expansão também exige atenção redobrada a questões operacionais. Ampliação de estrutura, novos fornecedores, aumento da demanda logística, abertura de novas unidades, contratação de equipes, investimentos em sistemas… tudo isso precisa ser analisado com lupa. Cada elemento da operação pode gerar gargalos e riscos ocultos se for negligenciado.

Aqui, conhecimentos como administração da produção, logística, sistemas de informação e modelagem de negócios são ferramentas poderosas. Na minha pós em gestão estratégica de negócios, pude reforçar esses aprendizados e, ao aplicá-los no dia a dia, ganhei domínio sobre as interações entre estrutura e performance. Gosto de trabalhar com plano A, plano B e plano C… não por pessimismo, mas por responsabilidade.

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A análise financeira é outro pilar. Avaliar o retorno do investimento, o risco cambial no caso de comércio exterior, os custos variáveis e fixos da nova operação, os prazos de retorno, o impacto sobre o capital de giro… tudo precisa ser projetado com base técnica.

Além disso, a visão que adquiri com o estudo de contratos internacionais e importação/exportação também reforça meu olhar para riscos legais, tributários e cambiais em cenários internacionais. E, como falo no meu livro Marketing e Comunicação Digital: A Internet Otimizando Negócios, decisões estratégicas precisam estar ancoradas em dados, não em achismos.

A mentalidade do líder é o maior escudo contra riscos

No fim das contas, o maior redutor de risco que uma organização pode ter é uma liderança preparada. Líderes que ampliam sua visão, que se antecipam, que ouvem com atenção e que tomam decisões conscientes criam empresas resilientes. E não há performance sustentável sem essa capacidade de resistir aos impactos e, ao mesmo tempo, continuar avançando.

Ao longo dessa temporada, já exploramos como expandir a mentalidade, preparar o líder, alinhar a equipe, desenvolver parcerias e organizar recursos e operações. Agora, o gerenciamento de riscos entra como a espinha dorsal que conecta tudo isso. Não adianta construir um castelo bonito se ele estiver sobre um terreno frágil.

Conduzir uma expansão sem planejamento de riscos é como escalar uma montanha sem equipamentos de segurança. Pode até dar certo… mas basta um vento mais forte para tudo ruir. Por isso, reforço: risco se enfrenta com preparo, com base, com estratégia e com gente do nosso lado.

Precisa de ajuda com a sua estratégia? Me chama! =D


 

@FelipeAPereira

Administrador de Empresas
Marketing, Gestão Estratégica, Comércio Exterior e Liderança de Alta Performance
Dale Carnegie Leader | S&OP | Enneagram of Personality #01
Autor do livro “Marketing e Comunicação Digital: a internet otimizando negócios”  

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