Alinhando sua equipe para a expansão de negócios | T05:E03 Expansão
A expansão de um negócio exige mais do que vontade ou estratégia… exige um time preparado, alinhado e com clareza de onde se quer chegar. Ao longo da minha trajetória como gestor de equipes, tanto no marketing como nas demais áreas de negócios, compreendi que um dos maiores diferenciais para um processo de crescimento sustentável está na capacidade de mobilizar pessoas em direção ao mesmo objetivo. Não se trata apenas de delegar tarefas, mas de conectar propósitos, valores e atitudes com clareza estratégica e foco em performance.
Quando lideramos processos de expansão, não estamos lidando apenas com números, metas ou novas localidades. Estamos lidando com pessoas. E nesse ponto é preciso cuidar, orientar, planejar e prever riscos. Com as experiências presidenciando a CIPA e na equipe de brigatistas notei que a segurança, física ou emocional, é pilar essencial para que uma equipe tenha confiança para crescer junto com o negócio. Por isso, alinhar a equipe é, na prática, construir um ambiente de confiança e direcionamento.
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No episódio anterior, T05:E02 – Preparando o líder para a expansão de negócios, falei sobre como o líder precisa se preparar mental e estrategicamente para conduzir essa jornada. Agora, o foco é garantir que a equipe venha junto, em sintonia com essa visão. Já no T05:E01, abri esta temporada provocando uma expansão de mentalidade, pois é ela que antecede qualquer avanço real.
Do planejamento à cultura de grupo
Em Gestão Estratégica de Negócios, aprendi que não existe planejamento eficiente sem envolvimento humano. O melhor plano estratégico falha se não houver clareza para quem vai executá-lo. E essa clareza não se limita ao organograma. Ela precisa atingir as convicções de cada pessoa da equipe. Se uma empresa deseja expandir, o líder precisa garantir que todos entendam o porquê, o como e o que se espera de cada um. Isso exige comunicação objetiva, mas também escuta ativa, sensibilidade e capacidade de identificar gargalos comportamentais antes que eles se tornem operacionais.
Foi por isso que incluí, nas minhas formações, disciplinas como comportamento e desenvolvimento organizacional, pipeline de liderança e formação de equipes. Elas me ajudaram a ver o time como uma engrenagem complexa e interdependente. Se alguém gira no tempo errado, a engrenagem trava. Alinhamento, portanto, não é reunião, é processo contínuo de gestão. É cultura. E cultura se forma por meio de ações coerentes e repetidas.
Dentro da expansão de negócios, especialmente quando falamos em novos mercados, fusos e dinâmicas de operação, como aprendi na pós em Comércio Exterior e Negócios Internacionais, esse alinhamento deve ser ainda mais cuidadoso. Quando lidamos com exportação ou importação, como nas disciplinas de gestão de exportação, contratos internacionais e marketing internacional, percebo que a equipe precisa estar preparada para conviver com novas expectativas, realidades e até ritmos diferentes de entrega. Sem alinhamento interno, a expansão externa desaba.
Gestão de pessoas com foco em performance
Durante minha experiência como gestor de marketing e expansão em diferentes empresas, percebi que o alinhamento de equipe não é um ato único. Ele precisa ser sustentado por uma boa gestão de pessoas, um bom plano de desenvolvimento e, principalmente, uma cultura de accountability. Ninguém pode crescer se não entender sua importância no todo. Cada colaborador precisa saber por que está ali, o que está construindo e de que forma sua atuação colabora com o avanço do grupo.
Na pós-graduação e no MBA em Liderança de Alta Performance, aprofundei essa visão com conteúdos como mentoring, coaching, assessment e soft skills. Não adianta cobrar performance sem desenvolver competências. O alinhamento só se concretiza quando a empresa forma líderes intermediários, gestores de área e até colaboradores operacionais com noção clara dos objetivos estratégicos da empresa. Em outras palavras, é preciso tornar o pensamento estratégico acessível para todos.
E aqui entra também uma questão importante da minha carreira: já fui responsável por estruturar processos e campanhas em empresas com perfis e momentos distintos. Em uma multinacional, por exemplo, o desafio foi alinhar um time que atuava em mercados internacionais com culturas diferentes e necessidades variadas de comunicação. Já em outra companhia, o desafio era manter uma equipe engajada e produtiva mesmo com a alta rotatividade do varejo digital. Em ambas as experiências, percebi que a chave estava em deixar tudo claro… e lembrar constantemente do porquê fazíamos o que fazíamos.

A liderança como catalisadora do alinhamento
Liderar a expansão de um negócio sem alinhar a equipe é como tentar remar sozinho em um barco com remos diferentes. O papel da liderança é garantir que todos estejam remando na mesma direção, no mesmo ritmo e com a mesma força. Isso exige habilidades emocionais, técnicas e comportamentais. E exige presença. O líder que não está presente, que não acompanha, que não dá retorno, não alinha… ele apenas empurra.
É por isso que sempre digo que liderança é construção diária. E, nesse processo, usei muitos conceitos que aprendi na minha graduação, como os ligados à psicologia organizacional, à teoria da administração, à sociologia das organizações e à administração de pessoas. Essas bases me deram visão de como times reagem, do que os move e do que os trava. Com isso, pude desenvolver abordagens mais eficazes, tanto em momentos de pressão como em fases de crescimento.
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E aqui volto ao propósito da nossa série: formar líderes de alta performance. Quem busca crescer precisa expandir com estrutura, visão e gente preparada. Alinhar a equipe é garantir que a cultura, a comunicação e os objetivos da empresa não se percam durante a jornada de expansão. E isso não acontece por acaso. Acontece com intenção, método e presença do líder.
Construindo a base do crescimento com pessoas certas
Expandir com consistência não significa crescer rápido, mas crescer certo. E crescer certo só é possível com um time certo, preparado e alinhado com o propósito do negócio. Em momentos de expansão, é comum surgir a tentação de contratar rápido, promover sem critério ou aumentar times antes de estruturar processos. Foi estudando gestão de pessoas, desenvolvimento de grupo e, claro, vivenciando isso na prática, que entendi a importância de ser criterioso sem ser burocrático. A pressa na expansão não pode atropelar a construção da base. E essa base é sempre humana.
No meu livro, comento como as ferramentas digitais podem otimizar os negócios. Mas sempre lembro: não há marketing, tecnologia ou ferramenta que compense um time desalinhado. Pessoas alinhadas entregam mais, comunicam melhor, aprendem mais rápido e fazem a empresa crescer com saúde. Esse é o foco. Esse é o caminho da performance verdadeira. Por isso, sigo defendendo que alinhar a equipe é, sim, uma das etapas mais estratégicas de qualquer plano de expansão.
Precisa de ajuda com a sua estratégia? Me chama! =D
@FelipeAPereira
Administrador de Empresas
Marketing, Gestão Estratégica, Comércio Exterior e Liderança de Alta Performance
Dale Carnegie Leader | S&OP | Enneagram of Personality #01
Autor do livro “Marketing e Comunicação Digital: a internet otimizando negócios”
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