Pensamento disruptivo e criatividade | T07:E02 Inovação

Não existe liderança de alta performance sem a capacidade de enxergar além da média. Em todas as empresas por onde passei, a criatividade nunca foi um luxo, foi uma necessidade. Quando liderei a reestruturação do marketing em duas oportunidades, percebi que as soluções mais relevantes quase sempre não estavam nos modelos tradicionais, mas nos desvios de rota. Nos movimentos ousados. No pensamento que desafia aquilo que todo mundo já aceita como padrão.

Criatividade no contexto da liderança significa, além de ideias bonitinhas, gerar soluções que realmente rompam com aquilo que trava o avanço. Isso exige coragem, estudo e, principalmente, capacidade de observação. Em tempos em que o mercado está saturado de mais do mesmo, o líder que deseja manter sua relevância precisa se comprometer com o novo. E o novo não chega com manual. Chega com desconforto. Com dúvida. E com a responsabilidade de abrir um caminho onde, até então, não havia nenhum.

A disciplina de criatividade e processo decisório que cursei durante minha graduação em Administração já mostrava a importância de conectar pensamento analítico com liberdade criativa. Hoje, reforço isso com minha prática diária, com os ensinamentos do meu MBA em Liderança de Alta Performance e com a experiência que reuni ao liderar pessoas, estratégias e marcas que precisavam se reinventar para sobreviver.

Liderança disruptiva com responsabilidade

Quando falo sobre pensamento disruptivo, me refiro à capacidade do líder de provocar mudanças conscientes e calculadas, mesmo quando a estrutura antiga ainda sustenta a operação. Essa atitude exige o que chamo de responsabilidade estratégica. O líder precisa saber exatamente onde está pisando para, então, mover a empresa a um novo patamar. Não se trata de ser rebelde, mas de ser visionário com método.

O pensamento disruptivo não é só algo que aprendi nas salas de aula das minhas pós-graduações em Gestão Estratégica e em Comércio Exterior, mas algo que vivi na prática quando precisei, por exemplo, criar estratégias de marketing que saíssem completamente do que os concorrentes estavam fazendo. Isso foi essencial para destacar marcas em mercados saturados e competitivos. Estratégias diferentes não surgem de mentes comuns, surgem de líderes dispostos a desafiar o que parece estabelecido demais.

Esse episódio se conecta ao que falei lá no início da série, quando abordei no T01:E01 o que define um líder de alta performance. A criatividade e a capacidade de adaptação são dois elementos centrais que sustentam essa performance ao longo do tempo, principalmente em momentos de pressão e mudança.

Onde a inovação vira resultado

Não basta ser criativo. É preciso transformar criatividade em ação. Durante os anos em que empreendi com minha agência de marketing, notei o quanto muitas empresas até tinham ideias, mas travavam na hora de aplicá-las. Isso porque não haviam desenvolvido um ambiente favorável à inovação. Criatividade sem cultura de apoio vira frustração.

Na minha atuação em um grande grupo de revisões e soluções tributárias trabalhei diretamente com franqueados, lideranças regionais e estratégias que exigiam reinvenção constante. Ali, a criatividade precisou estar sempre aliada à viabilidade. Uma ideia só é inovadora se consegue ser implementada e se conecta ao negócio de forma estruturada. É aí que entra a força da formação que tive, com base em disciplinas como inteligência competitiva, administração estratégica e metodologia ágil, que me dão suporte técnico para transformar boas ideias em resultados práticos.

No meu livro “Marketing e Comunicação Digital: A Internet Otimizando Negócios”, compartilhei exemplos de como o ambiente digital exige que o líder combine criatividade com análise. O digital não perdoa amadorismo. E também não recompensa ideias apenas “bonitinhas”. O que funciona é aquilo que gera conexão e resposta prática.

Pensamento disruptivo e criatividade
Pensamento disruptivo e criatividade

Inovação é comportamento de longo prazo

Líderes que enxergam a inovação como um projeto isolado estão fadados à mediocridade. Criatividade e pensamento disruptivo precisam ser parte da rotina. Estar atento ao novo exige disciplina. É por isso que estudo, todos os dias, mesmo com a agenda cheia. É por isso que busco referências fora da minha área, que assisto treinamentos, que leio sobre liderança, comportamento, dados e pessoas. Já falei sobre isso no episódio T06:E01, onde tratei da preparação pessoal do líder. A mente criativa precisa estar em movimento contínuo… ela enferruja com a repetição.

Não é possível ser um líder de alta performance em um mundo que muda todos os dias, se você permanece com as mesmas crenças, os mesmos comportamentos e as mesmas referências de sempre. Quando você investe na construção de um ambiente de liberdade criativa e de incentivo ao erro como parte do processo de aprendizagem, a inovação passa a ser parte da cultura, não uma exceção.

Essa consciência se reforça cada vez que volto aos fundamentos. E esse ciclo de aprendizagem contínua é o que garante não só a performance, mas também a permanência. O líder que não se reinventa é substituído. O mercado não espera. E por mais duro que isso pareça, é a mais pura verdade.

Revisitar, refazer, reinventar

Esse episódio abre espaço para algo essencial nessa sétima e última temporada da série: o convite à reinvenção permanente. Pensamento disruptivo e criatividade são o ponto de partida da inovação, mas também o gatilho para o líder revisar tudo o que viveu até aqui. Revisitar seus conceitos. Refazer suas práticas. Reinventar sua maneira de liderar.

Fazer isso exige coragem. Mas também exige estrutura. E é por isso que desenhei essa série como um ciclo. Quando chegarmos ao final da temporada, a lógica será recomeçar. Porque só assim o líder permanece no topo: estudando, adaptando, questionando e renovando. Como escrevi no livro, o marketing e a liderança estão em constante atualização. O que funcionava ontem pode não fazer mais sentido hoje. E a humildade de reconhecer isso é uma das maiores potências do pensamento inovador.

Neste segundo episódio da temporada 7, reafirmo que criatividade e disrupção não são dom, são treino. Não são para poucos, são para quem está disposto a mudar. E se você chegou até aqui, é porque já entendeu que não dá para liderar com mapas velhos em terrenos novos!

Precisa de ajuda com a sua estratégia? Me chama! =D


 

@FelipeAPereira

Administrador de Empresas
Marketing, Gestão Estratégica, Comércio Exterior e Liderança de Alta Performance
Dale Carnegie Leader | S&OP | Enneagram of Personality #01
Autor do livro “Marketing e Comunicação Digital: a internet otimizando negócios”  

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