Ajuste do estilo na liderança situacional | T06:E08 Alta Performance
A liderança eficaz nunca foi uma fórmula fixa, e quanto mais amadureci profissionalmente, mais percebi que o verdadeiro líder de alta performance é aquele que sabe adaptar seu estilo conforme o contexto, a equipe e o momento. Liderar é, acima de tudo, ler o ambiente, perceber as pessoas e tomar decisões conscientes sobre como conduzir cada situação. Esse olhar apurado vem tanto da prática quanto da base técnica que construí ao longo do tempo. Durante minha formação em administração e nos anos em que atuei como gestor de equipes fui exigido diariamente a ajustar minha abordagem, ora com mais direção, ora com mais apoio.
Essa capacidade de adaptação tem nome: liderança situacional. E ela não nasce do nada. Ela exige sensibilidade, mas também método. Foi estudando disciplinas como comportamento organizacional, desenvolvimento de equipes e pipeline de liderança, especialmente no MBA de Alta Performance, que consolidei os fundamentos dessa competência. O conceito central é simples, mas poderoso: não existe um único estilo de liderança que funcione sempre. O que existe é a combinação certa entre o perfil do colaborador e a atitude que o líder deve adotar naquele momento.
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Nos episódios anteriores, quando falei sobre feedback construtivo e sobre como criar uma equipe de alta performance, destaquei a importância da comunicação, da escuta ativa e do alinhamento. Aqui, tudo isso segue essencial, mas ganha uma camada a mais: a habilidade de mudar o seu papel de líder conforme a necessidade. Em alguns momentos, você precisa dirigir com firmeza. Em outros, o melhor caminho é delegar. Em alguns contextos, orientar e acompanhar é mais produtivo. E, em outros, o que o time precisa é de apoio emocional para manter o foco e a energia.
Flexibilidade como força de liderança
Ao longo da minha trajetória, percebi que a rigidez na liderança pode até funcionar por um tempo, mas não sustenta o crescimento. Já a flexibilidade, quando aliada à consistência e clareza, torna-se uma força capaz de manter o time coeso mesmo em cenários complexos. Já precisei exercitar essa flexibilidade em situações delicadas, como crises, emergências ou mesmo nos treinamentos com a brigada, quando brigadista. Não era possível liderar da mesma forma em todos os momentos. Uma evacuação de prédio exige um estilo, uma reunião de alinhamento estratégico exige outro. Saber isso faz toda a diferença.
Nos bastidores de um time de alta performance, é comum haver diferentes perfis de maturidade, e é justamente aí que a liderança situacional ganha seu valor. Um colaborador novo precisa de mais direção e segurança. Já um talento consolidado precisa de liberdade e autonomia. Se você tratar ambos da mesma forma, corre o risco de frear um e sobrecarregar o outro. É essa consciência, esse refinamento do olhar, que transforma a liderança em algo realmente eficaz.
A base para isso vem de muitas frentes. Nas disciplinas de psicologia organizacional e de desenvolvimento e dinâmicas de grupo, trabalhei os estágios de maturidade e o comportamento das pessoas em diferentes fases profissionais. Já no conteúdo sobre soft skills, coaching e mentoring, compreendi o papel do líder como desenvolvedor de pessoas. Isso tudo vai sendo processado e colocado em prática com o tempo, com as experiências reais que a vida corporativa impõe.

Liderar com consciência de contexto
Uma das lições mais claras que carrego da minha vivência como gestor é que a consciência de contexto é uma habilidade que precisa ser treinada. Um líder que ignora o ambiente e se fecha em um estilo fixo de liderança perde a chance de desenvolver sua equipe de forma consistente. Na prática, o que funciona em um cenário pode ser um desastre em outro. Em momentos de crise, por exemplo, a tomada de decisão precisa ser ágil e com autoridade. Já em contextos de inovação, o estímulo à colaboração e ao protagonismo da equipe é o que faz a roda girar.
É por isso que, neste episódio, faço questão de lembrar que o verdadeiro líder de alta performance não é aquele que sempre impõe, mas sim o que ajusta, calibra, muda o tom quando necessário. Isso não é sinal de fraqueza… pelo contrário, é sinal de inteligência. A liderança situacional exige uma boa leitura das pessoas, mas também exige autoliderança. E isso é algo que venho reforçando desde o episódio sobre mentalidade de crescimento. Para ajustar o seu estilo, é preciso estar bem com você mesmo, saber o que está sentindo e o que está gerando impacto na equipe.
A performance de um time está diretamente ligada à forma como o líder interage com ele. E a interação mais eficaz acontece quando o líder entende o momento do outro e entrega o que ele precisa para avançar. Seja um direcionamento mais claro, um desafio mais ousado ou apenas um voto de confiança. O segredo está em observar, ouvir e agir com clareza.
Estilo de liderança é escolha
Um dos equívocos mais comuns na liderança é quando o profissional acredita que tem um “estilo de liderança”, como se fosse algo fixo, inegociável. Isso é um grande engano. O estilo deve ser uma escolha estratégica, e não um rótulo. É claro que cada pessoa tem suas inclinações, mas a liderança que entrega resultado é aquela que se adapta ao que o momento exige. Foi estudando administração estratégica, tanto na graduação quanto na pós, que essa percepção foi ficando cada vez mais clara para mim. Estratégia é adaptação. E na liderança isso se traduz em saber escolher o tom, o ritmo e a abordagem certa para cada momento.
No meu livro, quando falo sobre o papel do marketing como ferramenta de gestão, deixo claro que nenhuma estratégia é eficaz sem considerar o comportamento humano. Essa lógica serve também para a liderança. Um líder que ignora o fator humano, que não leva em conta a individualidade e a fase do colaborador, pode até manter as engrenagens girando por um tempo, mas não alcança alta performance.
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É por isso que venho trabalhando essa visão com consistência nos episódios. A comunicação eficaz, o feedback construtivo, a criação de equipes fortes e a gestão do tempo, todos esses elementos estão conectados. E todos eles dependem de uma liderança adaptável. A liderança situacional é não fazer o que dá vontade, mas sim fazer o que precisa ser feito, da forma certa, no momento certo.
Alta performance pede leitura de cenário
Para fechar, reforço o que venho dizendo desde o início da série: alta performance não é fruto do acaso. Ela é construída, treinada e mantida com disciplina. E para isso, o líder precisa se desenvolver constantemente. Precisa aprender com cada situação, com cada colaborador, com cada desafio que aparece. Precisa ler o ambiente com atenção e ajustar sua postura com maturidade.
Não basta querer liderar. É preciso saber como. É preciso observar o que a equipe precisa e estar disposto a sair do próprio padrão quando isso for necessário. É preciso entender que liderar bem está totalmente relacionado com quem você é e, principalmente, como você age.
O próximo episódio vai tratar da autogestão emocional do líder. Um tema essencial para manter o equilíbrio quando se está à frente de uma equipe. Porque, no fim das contas, liderar também é manter a mente forte e o coração no lugar certo. Até lá.
Precisa de ajuda com a sua estratégia? Me chama! =D
@FelipeAPereira
Administrador de Empresas
Marketing, Gestão Estratégica, Comércio Exterior e Liderança de Alta Performance
Dale Carnegie Leader | S&OP | Enneagram of Personality #01
Autor do livro “Marketing e Comunicação Digital: a internet otimizando negócios”
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