Tomada de decisões sob pressão | T06:E04 Alta Performance

Tomar decisões já é, por natureza, um ato de responsabilidade. Mas quando a pressão entra em cena, tudo muda de escala. O ambiente exige agilidade, discernimento e segurança. E é aí que o líder de alta performance se diferencia. Decidir em um cenário controlado é uma coisa. Decidir com variáveis instáveis, tempo contra e riscos altos é outra… e essa segunda situação é parte da rotina de quem lidera. Eu vivi isso muitas vezes. Estive à frente de times, campanhas e projetos que exigiram decisões rápidas, em ambientes de urgência e tensão. E nessas horas, não existe espaço para dúvidas ou vaidade. Existe espaço para clareza, foco e coragem.

Já enfrentei, ao longo destes mais de 15 anos de carreira, situações que pediram respostas imediatas. Não dava tempo de esperar pelo cenário ideal. Ou eu agia com base no que tinha à mão, ou os resultados escorriam pelos dedos. E é exatamente esse ponto que diferencia quem lidera com consistência: a capacidade de agir, mesmo diante da pressão, com inteligência emocional e firmeza.

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Essa habilidade não nasce pronta. Ela é construída com base em experiência, conhecimento e, principalmente, autoconhecimento. Nos primeiros episódios desta temporada, especialmente no T06:E01, falei sobre a importância de preparar a mente e o corpo para o desafio da liderança. Não adianta querer decidir com firmeza se você não consegue sustentar o peso das próprias decisões. A base vem da estrutura interna, da clareza sobre valores, metas e limites. É a partir daí que conseguimos manter a performance mesmo sob impacto.

O tripé que sustenta o líder sob pressão

Ao longo da minha formação em marketing, gestão estratégica de negócios, comércio exterior e, principalmente, liderança de alta performance, entendi que decisões de impacto exigem apoio em três pilares: dados, experiência e intuição. Os dados servem para guiar com base em fatos, eliminando achismos. A experiência oferece contexto, trazendo vivências que ajudam a reconhecer padrões e antecipar cenários. E a intuição, por fim, é o reflexo de tudo que aprendemos e internalizamos. Ela nos aponta caminhos quando o tempo aperta e a análise racional não dá conta do todo.

Mas esse tripé só se sustenta com controle emocional. Quando cursei disciplinas como comportamento e desenvolvimento organizacional, soft skills e gestão emocional, isso ficou muito claro pra mim. Saber respirar fundo, entender o próprio corpo reagindo ao estresse e não deixar que o emocional se sobreponha à lógica é parte da preparação de um líder. Eu sempre fui movido pela razão, mas aprendi, ao longo da caminhada, que a razão só vence se estiver conectada com o equilíbrio emocional.

Tomar decisão é assumir o risco da escolha

Líderes que se omitem em momentos críticos, esperando o tempo decidir por eles, já tomaram uma decisão. E na maioria das vezes, é a pior possível. A expansão, no grupo de empresas de consultoria tributária que atuei, por exemplo, não teria avançado no ritmo em que avançou se eu não tivesse tomado decisões ousadas quantos aos investimentos, como reestruturar a forma de comunicação em determinadas regiões, ajustar o modelo de prospecção e assumir a responsabilidade direta sobre determinados resultados. Cada uma dessas decisões envolvia risco. Mas todas estavam ancoradas no que acredito: performance real é aquela que responde com ação, mesmo sob pressão.

No livro que escrevi, deixo claro que o digital pode ser uma poderosa ferramenta de negócios, mas ele não substitui a clareza estratégica. E isso serve para decisões também. Nenhuma tecnologia resolve por você aquilo que só a sua responsabilidade pode fazer. O algoritmo pode ajudar a prever comportamentos, mas é o líder quem escolhe o caminho. Quando estamos sob pressão, a tendência é querer terceirizar a decisão. É mais fácil apontar culpados do que assumir protagonismo. Mas liderança não combina com fuga. Liderança combina com entrega.

Tomada de decisões sob pressão na alta performance
Tomada de decisões sob pressão na alta performance

A importância de ter protocolos claros

Uma das formas mais eficazes de garantir boa tomada de decisão sob pressão é estabelecer protocolos antes que a pressão chegue. Isso vale tanto para marketing quanto para gestão de pessoas, processos, crises e expansão. Nas empresas em que atuei, criei mapas de ação para diferentes tipos de situações. E isso não significa engessar, mas sim garantir que o time saiba o que fazer, mesmo quando tudo parecer incerto. E essa clareza reduz ruído, acalma o ambiente e fortalece a confiança mútua.

Essa prática se conecta diretamente com algo que aprendi na disciplina de planejamento estratégico e também em controladoria. Quando você tem indicadores definidos, metas claras e uma régua bem calibrada de resultados, a decisão se torna uma ação lógica, mesmo que rápida. E quando essa cultura é internalizada pela equipe, o líder não precisa carregar tudo sozinho. Ele sabe que tem um time preparado para apoiar as decisões e, muitas vezes, até antecipar os problemas.

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Sob pressão, a identidade do líder aparece

O episódio T05:E07 abordou o gerenciamento de riscos na expansão e mostrou como a antecipação pode ser decisiva. Mas nem sempre dá tempo de antecipar. E é aí que a verdadeira identidade do líder aparece. Já estive em situações de crise onde o ambiente pedia calma, mas todos estavam em pânico. E eu precisei ser a referência de estabilidade. Nessas horas, não importa o quanto você esteja inseguro por dentro, o que importa é o quanto você consegue sustentar a clareza por fora. Isso não é falsidade. Isso é liderança. É entender que o grupo precisa de um norte, e você é o norte naquele momento.

Como presidente da CIPA e brigadista, aprendi muito sobre lidar com situações-limite. Quando a decisão envolve segurança, pessoas e tempo contado, você aprende a separar o que é essencial do que é ruído. E esse aprendizado me acompanha até hoje em todas as reuniões estratégicas, negociações e definições de rota.

Na jornada de quem busca alta performance, o peso da decisão é inevitável. Mas ele não precisa ser um fardo. Com preparo, estratégia e coragem, ele se torna parte da missão. Porque no fim do dia, o que se espera de um verdadeiro líder não é que ele acerte sempre, mas que ele tenha a coragem de escolher, mesmo quando tudo parece incerto… e a determinação de sustentar essa escolha com ação.

Precisa de ajuda com a sua estratégia? Me chama! =D


 

@FelipeAPereira

Administrador de Empresas
Marketing, Gestão Estratégica, Comércio Exterior e Liderança de Alta Performance
Dale Carnegie Leader | S&OP | Enneagram of Personality #01
Autor do livro “Marketing e Comunicação Digital: a internet otimizando negócios”  

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