Gestão do tempo e produtividade | T06:E02 Alta Performance
Organizar a rotina e gerenciar o tempo com precisão é um dos pilares de sustentação da performance real. Falar em produtividade pode soar simples, mas no cotidiano de um líder de alta performance, onde decisões precisam ser tomadas com velocidade e base em dados, cada minuto se torna estratégico. A forma como eu lido com a gestão do meu tempo impacta diretamente o desempenho das pessoas à minha volta, o progresso dos projetos que conduzo e a clareza com que consigo visualizar o crescimento da empresa.
Minha base em gestão estratégica de negócios e minha trajetória como gestor de equipes e marketing me ensinaram que o tempo, quando mal utilizado, não apenas compromete entregas, mas também corrói o foco, desgasta a energia da equipe e sabota resultados. Esse é um tema recorrente desde o início da minha jornada. Ainda no início da carreira, aprendi com o campo, com o varejo e com a vida real o valor de transformar um dia cheio em um dia produtivo. É diferente. E essa diferença exige preparação e método.
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No episódio anterior, quando falei sobre Alta performance pessoal: preparação do líder, destaquei que não se trata de fazer mais, mas de fazer o que precisa ser feito com excelência e consistência. Agora, seguimos aprofundando esse raciocínio… trazendo o tempo para o centro da estratégia.
Tempo é escolha, não desculpa
Liderar várias divisões ao mesmo tempo, como pude executar recentemente, exige disciplina e clareza. Eu preciso decidir o que entra na minha agenda e o que fica de fora. E essa decisão é estratégica. Nem sempre quem ocupa espaço está agregando valor. O que não impulsiona a performance deve ser repensado, reestruturado ou delegado. E foi com essa consciência que aprimorei minha forma de lidar com tempo: avaliando, mensurando, ajustando, cortando o que trava e reforçando o que funciona.
A produtividade, para mim, não é sobre parecer ocupado. É sobre ser intencional. Não adianta rodar várias tarefas em paralelo e terminar o dia esgotado. A métrica real de produtividade é o quanto você conseguiu se aproximar das metas estratégicas naquele dia. E isso requer preparo, foco, energia e um bom modelo de autoliderança.
No MBA em Liderança de Alta Performance, os módulos sobre comportamento organizacional, metodologia ágil, feedback e soft skills ampliaram ainda mais minha visão. Não é apenas o tempo físico que deve ser gerenciado. É o tempo mental. O tempo emocional. A energia que dedicamos a cada fase da entrega. Líderes que não dominam isso vivem apagando incêndios… vivem cansados e improdutivos.
A rotina que impulsiona performance
Ao longo da minha experiência como gestor de equipes e consultor estratégico, desenvolvi uma estrutura que se apoia em pequenos ciclos com entregas de alto impacto. Uso agendas temáticas, blocos de tempo, priorização de tarefas conforme o grau de urgência e impacto, e faço um alinhamento semanal claro com as equipes. Esses ajustes simples, combinados a uma cultura de responsabilidade compartilhada, mudam completamente a dinâmica de produtividade.
Na prática, isso significa que uma segunda-feira não pode ser igual a uma sexta. Uma manhã não pode ser tratada com a mesma energia de uma tarde. Existe um ritmo biológico, uma curva de produtividade pessoal e uma necessidade de adaptar a rotina conforme o contexto da semana. O que me fez melhorar meu próprio rendimento não foi aumentar o tempo de trabalho, mas reduzir o desperdício do tempo disponível.
Falar sobre isso na liderança também é falar de exemplo. O líder que se organiza, que respeita sua agenda, que cumpre o que combina, inspira. O que chega atrasado, vive perdido e muda tudo o tempo todo, desmotiva e desorganiza o time.

Tecnologia, foco e método
A tecnologia pode ser uma aliada ou uma distração. Eu uso ferramentas digitais para gestão de tarefas, acompanhamento de metas, automação de atividades repetitivas e controle de entregas. Mas isso só funciona quando o líder é disciplinado o suficiente para não se perder nas distrações. As notificações não podem dominar o dia. O celular não pode controlar as decisões. A produtividade nasce de foco, não de estímulos externos.
No episódio T01:E13 – O papel do líder na gestão do tempo e prioridades, já mostrei que tempo e energia precisam ser tratados como recursos valiosos. Nesta nova temporada, ao falar de performance, retomo o assunto com mais profundidade porque agora não é apenas sobre o tempo do líder, mas sobre como esse tempo sustenta uma entrega contínua de alto nível. Um líder desorganizado afeta tudo ao seu redor.
No meu livro Marketing e Comunicação Digital: A Internet Otimizando Negócios, falo sobre a importância de compreender e planejar as ações para o ambiente digital de forma estratégica. Esse mesmo princípio se aplica aqui. Planejamento e execução são inseparáveis. Gerenciar o tempo é construir uma base onde o planejamento tem espaço para acontecer. E onde o imprevisto não vira rotina, mas exceção.
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Performance exige autoconsciência
Nenhuma técnica de produtividade funciona sem autoconsciência. A clareza sobre quem você é, como reage sob pressão, como organiza prioridades e onde você se sabota, é o ponto de virada. Quando eu comecei a aplicar metodologias ágeis na minha rotina, percebi que o simples ato de revisar prioridades semanalmente me trazia uma visão muito mais estratégica do meu tempo. A rotina não engole o objetivo quando o objetivo está claro. E esse é um ponto central da liderança de alta performance.
Eu não espero sobrar tempo para fazer o que é importante. Eu protejo o tempo do que é importante. É assim que consigo conduzir várias frentes, manter a qualidade das entregas e ainda sustentar minha jornada como pai, professor, consultor, escritor… e líder. E mesmo com os desafios, sigo focado em manter a consistência. Porque é a consistência que constrói a verdadeira performance.
A disciplina de psicologia organizacional da graduação, os aprendizados em mentoring, os estudos em comportamento e os testes práticos com metodologias me ajudaram a criar uma estrutura mental que me serve até hoje. Quem lidera não pode viver no improviso. E isso também vale para o tempo. O tempo mal gerido vira ruído… e todo ruído afasta o time do resultado.
Precisa de ajuda com a sua estratégia? Me chama! =D
@FelipeAPereira
Administrador de Empresas
Marketing, Gestão Estratégica, Comércio Exterior e Liderança de Alta Performance
Dale Carnegie Leader | S&OP | Enneagram of Personality #01
Autor do livro “Marketing e Comunicação Digital: a internet otimizando negócios”
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